Autor: Darci Garçon
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Diante do quadro pouco promissor  que temos pela frente, precisamos refletir sobre como suportar alguns inconvenientes a que estaremos sujeitos no  futuro próximo no que diz respeito à procura de emprego.

Começando pelo mercado de trabalho, convém lembrar que já há dois ou três anos as empresas estavam segurando ao máximo o aumento do seu quadro de colaboradores. Além disso, evitavam reposições quando  os cargos em questão não tivessem participação significante nos resultados da empresa. A chegada do corona vírus veio acompanhada por demissões, em números elevados, em empresas de diferentes portes e  muitas delas fecharam as suas portas definitivamente. Assim, o índice de desemprego deve ter crescido  além dos 11 ou 12% que tínhamos até então.

Dessa forma, a primeira preocupação que nos vem à cabeça refere-se ao número de desempregados que sentirão na pele os efeitos da falta de ocupação. O primeiro deles é a falta de remuneração para o próprio sustento e de sua família. O segundo, e não menos importante, é o tempo ocioso.

A falta de remuneração é uma questão objetiva  e poderá ser contornada com as reservas pessoais, se houver, com empréstimos ou apoio financeiro de terceiros.  Essa situação, somada ao sentimento de inutilidade e aos efeitos do tempo ocioso, podem gerar problemas de outras naturezas como a baixa autoestima, depressão, alcoolismo, uso de drogas e por aí vai, o que pode gerar mais embaraços ainda. Portando, é preciso estar atento e evitar ou reagir a qualquer um desses embaraços.

Supondo que o mercado de trabalho não melhore tão rapidamente quanto  seria desejável, em função dos problemas econômicos que estão por vir, e se a intenção é a de voltar ao mercado de trabalho, como proceder para  escapar desse imbróglio ?

  1. Em primeiro lugar, tenha um currículo atualizado, pronto para ser disparado. Se necessário, peça ajuda de amigos para assegurar a sua qualidade;
  2. Procure os ex-colegas de empresa, amigos, amigos dos amigos e informe-os de que está à procura de emprego e necessita da ajuda deles; esteja preparado para não ter a ajuda de uns porque estão também desempregados ou não sabem como fazê-lo;
  3. Assim que possível, participe de atividades sociais, culturais e eventos que possibilitem ativar o seu networking;
  4. Busque ofertas de emprego por intermédio de sites e consultorias especializadas e nos sites de empresas;
  5. Mantenha-se atualizado por meio de leitura, participação em palestras ou cursos; as lives estão “bombando”;
  6. Tenha uma agenda diária com atividades que  tragam algum retorno: leitura, visita a amigos e empresas, troca de informações pela internet; procure fazer conversas ou reuniões virtuais, exibindo bom humor e disposição;
  7. Se sedentário, pratique alguma atividade física, como por exemplo, caminhada ou programas gratuitos  de ginástica  que existem na internet;
  8. Desenvolva algum hobby que ocupe o seu tempo e o afaste de preocupações ou pensamentos negativos que poderão surgir.

Tão importante quanto tudo isso é o relacionamento familiar que pode ser afetado pelo desemprego.  É preciso tolerância e compreensão mútua nesse período. Esteja atento a isto e busque auxílio de algum mentor  ou mesmo de um psicólogo, se as coisas não estiverem caminhando bem.

Finalmente, cito um atributo que não pode faltar nessa hora, a força interior. Força interior  é a coragem que precisamos ter  para se antepor aos pensamentos negativos, à letargia, à depressão. A força interior pode  ajudar a levar adiante um plano, uma ação e a alcançar aquilo que desejamos.

Boa sorte !

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